Saturday

meu passado me redime

nesta semana que passou, o U2 esteve todos os dias no programa do David Letterman para divulgar o novo trabalho, No Line on the Horizon. isso tudo me fez lembrar do pesadelo que foi na MTV quando a banda foi para o Brasil pela primeira vez, em 1998. eu era redatora do Promo, o departamento responsável por todas as chamadas, campanhas e vinhetas da emissora e fui a escolhida para fazer toda a campanha do U2, que a MTV estava promovendo. era uma quantidade de trabalho absolutamente insana porque tinham vários programas inteiramente dedicados aos irlandeses e ainda um countdown avisando quanto tempo faltava para os shows, tudo com muito superlativo, eu diria hiperlativos: "a maior banda da face da Terra, do sistema solar, de todo o universo, a preferida de deus..." eu já tinha decorado o dicionário de sinônimos neste quesito e as chamadas não terminavam, o U2 estava me deixando histérica, aliás todo mundo que estava trabalhando com eles só reclamava, era falar U2 que o povo surtava!

por todo o trabalho e intensa dedicação, hehe, ganhei ingressos para ir ao show no Morumbi e ainda um carrinho de supermercado amarelo super fofo, que era o brinde da turnê PopMart. eu devia gostar mesmo do carrinho porque o mantive até mudar para Paris, em 2005. isso porque desde 1998 ainda troquei 5 vezes de endereço. o carrinho era ótimo para guardar os brinquedos da Frida e depois do Gummi. em Paris, quando via os mendigos empurrando seus carrinhos de supermercado pelas ruas com todos os seus pertences, eu lembrava do carrinho amarelo, aquele sim era fashion, uma coisa SDF* de Harajuku.

neste "remember the time", veio a cena da loucura que aprontei no Morumbi, eu realmente não tinha muitos parâmetros de perigo nesta época, eu enfrentava qualquer coisa sem medo. tinha um grandalhão do lado da onde eu estava que se aproveitava do seu corpo de armário atropelando as pessoas. ele andava pra frente e pra trás, imitando o Bono, chacoalhando uma jaqueta que batia em mim toda hora. eu estava ficando muito irritada e toda vez que ele encostava em mim eu o chutava com o coturno, eu sempre ia a shows de coturno justamente para estes inconvenientes. mas meus chutes estavam passando desapercebidos, ele continuava com a sua micagem. então parti para uma tática menos sutil e arranquei a jaqueta dele e joguei o mais longe que pude! ele se preocupou mais em sair correndo para resgatar a jaqueta e nem viu que tinha sido eu. então ele voltou e continuou com a patetada... bufando fui até ele, arranquei a jaqueta e disse que ia jogar pro outro lado se ele não parasse, que aquilo estava me incomodando imensamente e que eu não conseguia ver nada do show, que ele era um egoísta patético e bêbado, descarreguei a TPM inteira. ele ficou olhando pra mim fixamente e quando eu pensei que ele poderia dar um soco bem no meio da minha pêra, ele pediu desculpas e ficou quieto... ai, que gente mais sem interação! HAHAHAHAHAHAHA!

* em francês, SDF é a sigla para "sans domicile fixe".

Monday

guarde bem este nome


tem um bairro no Brooklyn, Bed-Stuy para os locais, que não é muito simpático com brancos. um casal de amigos branco-neve quase foi atingido por uma tijolada arremessada de um dos prédios, outro cor de leite foi pego em cheio por bexigas d'água. um brasileiro desavisado, que só porque veio do ABC acha que é malaco, foi morar lá. ele até que é jambo, mas a namorada é oxigenada e levou uma bexigada d'água no primeiro dia que saiu sozinha. histérica ligou pro namorado que foi perguntar pro povo do trabalho se aquilo era normal. a resposta que ele ouviu depois de informar que morava em Bed Stuyvesant: "mas foi só água? agradeça que não era merda!" HAHAHAHAHAHA! mesmo assim ele decidiu ficar, afinal paga U$1,100 num apartamento de 2 quartos, coisa que num bairro, digamos, mais friendly do Brooklyn, não saíria por menos de U$2,000. mas ele enfrenta outros tipos de problemas, por exemplo: nenhum táxi aceita levá-lo pra lá, a não ser que ele pague o dobro e adiantado... ele também perdeu a namorada, hehe, que preferiu voltar para a traquilidade do ABC.

abro um parênteses pra dizer que eu sou uma das pessoas mais perdidas do mundo, tenho a capacidade de pegar a direção errada sempre! como eu já me acostumei com esta particularidade, não me irrito mais, o problema é quando tenho que levar alguém a um lugar que não conheço bem... eu já aviso antes que vamos nos perder, etc e tal.

uma amiga que morava em Los Angeles veio pra Nova York e queria conhecer Williamsburg, o bairro super-hiper-hype do Brooklyn. tem lojas muito legais e é onde a modernidade passa a noite. como não tem uma estação de metrô que chama Williamsburg (hehe), eu não tinha como fugir ao meu destino. olhei o mapa e achei que Bed-Stuy fosse a estação mais próxima. nesta época eu estava aqui há 7 meses e não sabia das histórias que contei logo acima...

saímos da estação, olhamos para um lado e para outro, nenhum sinal de hypismo. seria mais pra lá? no outro quarteirão? na rua de trás? muitas perguntas e um calor mongoliano naquele dia de junho. um negro, de lenço branco amarrado na cabeça, encostado na saída do metrô, era o único que nos observava. perguntou o que estávamos fazendo ali. as patzas respondem que estão procurando umas lojas... o anjo de ébano dá um sorriso gentil e diz que não vamos achar loja alguma, que ali não é lugar pra gente como a gente (ele não disse "brancas" pra não ser acusado de racista, claro!) que é pra irmos pra Williamsburg, que vamos gostar mais de lá. eu olho de novo de um lado pra outro e ele insiste para irmos embora logo!

descemos para a estação e liguei para um amigo pedindo informações:

amigo - onde vc tá?
eu - Bed alguma coisa, um nome estranho...
amigo - BED STUY? VCS TÃO EM BED STUY? VCS PODEM SAIR DAÍ AGORA MESMO?
eu - nossa, que coincidência, um cara acabou de dizer a mesma coisa pra gente! HAHAHAHAHAHAHAHA!

desliguei e disse para a minha amiga que naquele dia o povo estava muito estressado, talvez fosse o calor... depois soube das histórias que o povo do bairro do Mike Tyson (já sei onde e como ele começou a bater) adora tacar coisas estranhas em branquelos.

o negro, certamente local, foi um amor e super simpático. em nenhum momento eu imaginei que estivesse num lugar de risco. se tacassem bexigas d'água na gente eu iria achar que era para comemorar o calor, HAHAHAHAHAHA! é o que eu sempre digo: a ignorância pode ser uma bênção!

p.s.: no ótimo policial "French Connection" (passou na TV ontem o 1 e o 2 em seguida), Gene Hackman interpreta o explosivo detetive de narcóticos, Jimmy "Popeye" Doyle, que trabalha justamente na NYPD de Bed-Stuy. esse foi criado no bairro!

o filme é de 1971 e em 1972 surgiu em Londres a primeira loja de roupas da French Connection, que atualmente tem filiais em vários estados americanos, além da Europa, Japão e Austrália. a cara da marca tende a ser mais moderna do que se encontra na loja, mas costuma ter peças interessantes. os preços são equivalentes aos da Banana Republic, um pouco mais caro que a Gap. a filial mais charmosa de Nova York, são 3 no total, é a do Soho.

French Connection
435 West Broadway

Thursday

curaçauuuummmmmmmm!!!

falar do Jarek me fez lembrar dos zeladores que tivemos em Paris. no último lugar onde moramos, em Porte d'Orleans, era um casal de espanhóis, contrariando a regra de 99% dos prédios da cidade. em Paris, zelador é sinônimo de português... este casal era simpaticíssimo e super solícito, então não tem graça falar deles porque só vou poder elogiar, hehe. já a zeladora que tivemos em Montparnasse...

infelizmente não lembro o nome da portuguesa, mas a bigoduda tinha desafetos espalhados por todo o prédio, franceses são muito sensíveis à cheiro... de comida, of course! e todo santo domingo a tuga empesteava o céu e o inferno com a sua tradicional caldeirada de sardinha, era vomitivo! nos disseram que antes era muito pior: a tuga reunia o povo de trás dos montes e fazia sardinhada no pátio interno do prédio, os apartamentos ficavam defumados de peixe. começou a ter briga e a francesada ameaçava cuspir pela janela para apagar a brasa, então ela desistiu e trocou o churrasco pelo ensopado dominical. o povo acalmou porque afetava apenas os apartamentos mais próximos do térreo. nós morávamos no 2º andar...

um dia tivemos que buscar um pacote que o carteiro havia deixado com ela. a gente teve que se controlar pra não fugir porque quem abriu a porta era uma versão do tio Chico da família Adams! a tuga apareceu careca (portanto ela usava peruca) e meio que tapava as vergonhas apenas com uma toalha úmida, mal colada ao corpo. metade dos peitos estava pra fora e do avesso, uma profusão de pêlos não deixava eu distinguir onde começavam as franjas da toalha, se é que aquelas franjas eram mesmo da toalha... se as irlandesas são piores (ou melhores, vai de gosto) só desmatando com uma foice bem afiada! bom, pegamos o pacote e saímos correndo, depois disso avisamos ao carteiro para nunca mais deixar nada com ela, a gente preferia retirar no correio mesmo, hehe.

detalhe: ela "tomava banho" na pia da cozinha! a porta de vidro vestia apenas uma cortina transparente e a pia ficava bem ali, exibindo-se pra quem não abaixasse a cabeça por distração quando passasse em frente do apartamento. a luvinha do banho ficava pendurada na fechadura da porta pra quem quisesse ver. ela realmente apreciava dividir sua intimidade.

durante a semana, perto do meio-dia, éramos chicoteados com o mesmo grito agudo:

- Curaçãuuuuuuuuuuuummmmmmm!!!

era ela chamando a neta, que morava num dos apartamentos acima do nosso, pra ir pra escola. como alguém bota o nome de "Coração" numa criatura? só os tugas! fora que eu demorei muito pra entender que era isso mesmo, até que encontrei com a filha dela, que também trabalhava no prédio, e perguntei o nome da tuguinha.

e quando a tuga ia recolher as lixeiras da rua? se o tempo estava bom, ela ficava abraçada com a lixeira enquanto conversava com as outras concierges vizinhas... eu vou morrer sem nunca entender isto. como alguém passa horas conversando abraçado com uma lixeira? a vida realmente nos prega peças...

mudamos de lá num sábado de maio e no mês seguinte fomos buscar a correspondência. a tuga não abraçava mais lixeiras e nem abria a porta de toalha: para nossa surpresa estava morta e enterrada! a causa da morte? curaçãuuuuuuuuuuuummmm! isso, ela tinha morrido de ataque cardíaco. que deus a tenha sardinhando pela eternidade, hehe. espero que a tenham enterrado com a peruca chocolate, era a que lhe caía melhor.

p.s.: eu não gosto de sardinhas, mas no Bar Breton, um restaurante francês especializado nas tradicionais crepes de trigo sarraceno, tem uma entrada deliciosa, nem parece sardinha de tão suave que é o sabor. no dia que jantamos lá teve um surto coletivo: num dado momento absolutamente TODO MUNDO começou a tossir e a lacrimejar sem parar, achamos que era um ataque de anthrax ou algo do gênero, mas os garçons foram acalmar os clientes avisando que a coifa estava com problema e a gente estava respirando o poivre que o chef estava usando ... foi uma loucura, mas todos sobreviveram. quer dizer, eu acho, né?

Bar Breton
254 Fifth Av
barbreton.com

Tuesday

big brother Jarek

Jarek, o zelador do nosso prédio, é um polônes de quase 2 metros de altura que carrega sozinho uma geladeira sem perder o fôlego. apesar do sotaque, ele fala inglês perfeitamente, ao contrário dos seus amigos de colônia que eu já tive a oportunidade de conhecer. ele tem bastante trabalho, afinal cuida sozinho do edifício que tem 60 apartamentos. quando eu digo sozinho é porque ele faz absolutamente tudo: trocar lâmpada, botar o lixo pra fora, receber as encomendas dos moradores e entregar pessoalmente a noite, chamar encanador, fazer reparos elétricos, etc. a gente, por si, não pode fazer nada, tudo precisa passar por ele. Jarek é do tipo que antes de você conseguir terminar de dizer "thank you" ele já desapareceu da sua frente há muito tempo; por mais que eu aprimore a técnica de agradecê-lo em milésimos de segundos, eu nunca consigo vencê-lo, hehe.

logo que mudamos pra cá, eu reciclava as coisas do mesmo jeito que em Paris. um dia ele me disse: "você recicla demais, tal e tal coisa não se recicla". eu contei pro Mario e a gente ficou imaginando como ele saberia se nunca estava presente quando eu levava o lixo... uma vez deixei o Gummi passeando no quintal, mas ele resolveu escalar a árvore do vizinho do outro prédio, o que me deixou muito preocupada. Jarek apareceu do nada e perguntou se eu precisava de ajuda com o gato... outro dia ele disse que não era para eu apagar a luz da lavandeira quando saísse, que as luzes precisam ficar acesas 24 horas por dia... mais uma vez mistério! daí eu vi que ao lado do elevador, no sub-solo, onde ficam a lavanderia e a lixeira do prédio, tem uma câmera disfarçada e acenei pra ela. no dia seguinte, enquanto pegava a correspondência, Jarek apareceu e disse: quando vc estiver na frente da câmera não é para ficar brincando de fazer tchauzinho, HAHAHAHAHAHAHAHA!

Wednesday

sos USA

enquanto que no Brasil a primeira tarefa do ano é decidir onde se passar o Carnaval, em países empobrecidos como os Estados Unidos, a preocupação é com a declaração do imposto de renda. além dos 30% que são descontados na fonte, descobrimos que vamos ter que pagar o equivalente a mais 4% da renda anual, isso porque contratamos um contador. fazendo a declaração sozinhos teríamos que pagar mais 6%, então o contador acabou saindo barato porque conhece as "manhas" dos descontos, hehe. na França e no Brasil, a média que se paga é 25% e mesmo que o Brasil não seja a mãe que a França é, não dá para comparar com o retorno que se tem deste dinheiro por aqui, ou seja: N-A-D-A! só pra falar da saúde, se eu precisar de médico no Brasil eu posso contar com algum SUS, aqui se eu não tiver um plano de saúde, a saída é qualquer outra...

antes de mudarmos pra cá estava passando "Sicko", do Michael Moore, e eu me recusei a assistir achando que poderia ter sensacionalismo demais e isso me influenciaria negativamente, mas hoje sei que o incendiário diretor mostrava a verdade. quem reclama da saúde no Brasil não faz idéia de como pode ser aqui, um tal país do 1º Mundo.

um amigo espanhol, que conheci em Paris, é asmático e teve uma crise quando morava em Nova York, mas não tinha plano de saúde. ele teve que "fugir" para a Califórnia porque não podia pagar a conta, não existe uma opção para quem não pode pagar um plano. uma amiga americana perdeu o emprego e ficou 3 meses sem seguro-saúde, ela diz que quase pirou porque tomava o maior cuidado para fazer qualquer coisa, ela morria de medo de ser atropelada, hehe. um "deslize" desses realmente pode custar a sua vida bancária para sempre, os tratamentos são obscenos de caros. quando eu contei que o meu irmão havia sofrido traumatismo craniano, em São Paulo, e tudo o que tivemos que pagar foi o poste que o carro destruiu, ela não acreditou! simplesmente não existe a opção "não pagar" tratamento hospitalar nos EUA! outra amiga foi fazer um exame e meses depois precisava fazer novamente porque continuava com o mesmo problema. antes de marcar a consulta já foi avisada pela secretária que não poderia fazê-lo novamente porque o plano não cobria, que era para ela marcar dali a 4 meses... também não existe a opção pagar por algo extra, ou o seu plano cobre ou não, ponto final. não vou falar da situação odontológica porque é ainda pior, tem gente que nunca viu um dentista na vida (eu sei que no Brasil é igual, mas existe uma opção do Estado) e que depende de mutirões de profissionais que vêm do exterior para atender filas intermináveis de pacientes em ginásios de esportes transformados em consultório coletivo. os felizardos são escolhidos por sorteio, porque nunca há dentistas suficientes para todos que procuram.

bom, vou lá pagar o imposto e contribuir contra a minha vontade para o que os EUA julgam ser o melhor: gastar com guerras pelo mundo. conseguirá Super-Obama deter o escudo destruidor do Capitão América?

quando a vida parece uma sitcom - 1

morar em Nova York te dá a sensação que sempre tem uma câmera por perto pronta pra flagrar algum deslize seu e se isso não acontece é só uma mera coincidência ou sorte mesmo, hehe.

dia desses, calor infernal, a chavinha virou de 20 pra 37 graus de um dia pro outro sem dó, o povo conversava na cozinha do estúdio, aquele momento The Office. a Olivia, que de palito não tem nada, é uma fofa vegan com quase 100 kg; o Jack é o bonito que vai sempre com uma camiseta diferente, parece que além de designer ele é maníaco e por enquanto é tudo o que sabemos dele e o Andy, uma bicha afetadíssima que faz bolos temáticos como hobbie e que está na fila pra adotar uma criança, qualquer dia eu conto a história dela que é super engraçada.

eles comentavam o que tinham feito com a chegada do calor senegalense: Olivia frisou o cabelo e ficou a cara da gorda do The Mamas & The Papas; Jack, claaaaaaaro, comprou mais camisetas e o Andy passou a faca na barba e deixou de lado o ultrapassado look "vinde a mim as criancinhas".

o Jack, sempre meio pérfido em seus comentários, disse que só faltava a Lisa, que é a mais i-wanna-be-fashion do povo, aparecer com a cabeça raspada, mas que ele sinceramente esperava que ela não fizesse essa besteira porque ela não tinha design pra isso... então a Olivia e o Andy disseram que eles achavam que a Lisa ficaria super bem de cabeça raspada, que ela tinha estilo e atitude e tal, mas o Jack só ria, discordava e fazia pouco quando a LISA ENTRA NA COZINHA DE CABEÇA RASPADA!!! Jack engasgou imediatamente com o suco de cranberries e todos voltaram correndo pras suas salas e não tocaram mais no assunto. ah tá, e eu acredito que a Olivia, que vem a ser a melhor amiga da Lisa, não sabia que ela tinha se raspado... pois o Jack deveria ter tido presença de espírito e perguntado se ela aproveitou e também fez uma full brazilian wax, HAHAHAHAHAHAHAHA!

o Gallo dos ovos de ouro?

botei a foto da Chloë Sevigny no post abaixo e claro que lembrei de "Brown Bunny", que ela e Vincent Gallo fizeram juntos. diz que Chloë se arrepende até hoje de ter participado do filme, mas nunca comentou se gostou ou não de ter engolido o Gallo. eu tenho comigo que não, do contrário pra quê tanto arrependimento? mas se você está com dinheiro sobrando e tem esta curiosidade, Vincent Gallo está disponível para satisfazer o seu desejo: $50,000 (despesas não incluídas) é o preço da diária, $100,000 pelo fim de semana. ele atende casais de lésbicas, mas gays nem fodendo. e tem que ser mulher nascida e criada, ele não aceita operadas. se a sua fantasia for mais longe e você quiser um filho do Gallo, ele também vende o esperma por $1,000,000.00 (todas as despesas de uma fertilização in vitro inclusas). pra quem preferir o método natural o custo aumenta em $500,000. ah, tem coisas que o Gallo não faz por você: "no credit card payments accepted". vai lá e depois me conta!

Tuesday

Astro-Boy tem o poder!
















Astro-Boy sempre foi um dos meus heróis preferidos, eu achava o máximo ele traduzir dezenas de idiomas ao mesmo tempo e poder entender o coração das pessoas, hehe. agora ele é uma das estrelas da coleção de verão da Uniqlo, marca japonesa que tem loja no Soho (ótimo lugar pra ver lojinhas) e que também vende por e-mail. tem outras estampas de mangás, frases divertidas ("leave me alone", "it's not you, it's me"), mais ilustrações de Keith Haring e Basquiat, é só olhar no site. todas as camisetas vêm dentro de uma embalagem transparente que lembra as de bolas de tênis e o preço é super ok, ou já se compra uma camiseta legal no Brasil pelo equivalente a U$15.50?

Uniqlo
546 Broadway, Manhattan
uniqlo.com

Friday

Tea Lounge























então é isso, já passamos da metade de maio, primavera corrente e a temperatura estacionada nos 13 graus!!! tá frio no Brasil, né? aqui tá faz tempo, HAHAHAHAHA! melhorou um dia ou outro, mas a realidade está longe de ser quente! isso é bem feito pra mim que reclamava que Paris era fria e tal, só que em maio já tinha esquentado faz tempo e o Jardin du Luxembourg estava cheio de gente tomando sol. enfim, c'est la vie à Manhattan!


em dias assim, o bom é ir ao Tea Lounge, no Brooklyn. você pode passar o dia trabalhando em seu computador, lendo um livro, fazer reuniões ou mesmo só ficar conferindo o movimento do bairro, é um lugar super democrático. como o próprio nome indica, a especialidade da casa é o chá, eles têm um menu imenso de aromas, mas o café e o chocolate quente também são deliciosos. quando morávamos no Brooklyn e não tínhamos internet, o Tea Lounge era o nosso escritório, ficávamos a tarde toda, um monte de gente faz o mesmo. os sofás são super confortáveis e grandes, a atmosfera é amigável e você se sente super à vontade. tem noites especiais com projeção de filmes cult ou música ao vivo, mas pra mim o melhor são as tardes tranquilas com muito rock dos anos 70 e 80 tocando baixinho, mas não muito, hehe.

Tea Lounge
350 7th Avenue, Brooklyn
tealoungeny.com

Wednesday

modos, por favor!



























os pombos são complicados. aparentemente não eram difíceis de se conviver, mas eu estava enganada! é a primeira vez que eu tenho uma convivência tão próxima com eles e confesso que tenho me exasperado. os bichinhos têm problema de intestino irritado, o fast-food deve contribuir pra isso porque nunca vi darem milho pra eles não, os pombos devem entupir o bico de hamburgers e salgadinhos como todo nativo e eu fico com a rebordosa. o fato é que o meu backyard é o restroom preferido destas aves obesas e eu não sei mais o que fazer pra conter a lama negra que pontua a janela. os penosos têm a opção de 4 jardins, mas eles só querem o meu!!! no final vou eu servir uma dieta balanceada de fibras e esperar que eles usem menos o meu "banheiro".

Tuesday

beijo-não-me-liga!





















saudades de Paris onde eu podia passar o tempo no metrô fofocando no celular. em Nova York não é assim... o aparelho pára de funcionar no primeiro degrau da entrada da estação, uma chatice. e o pior é que o metrô daqui demora horas pra passar (piora nos finais de semana e após às 8 da noite), tem que ter uma paciência de Jó. o único passatempo é ficar procurando as ratazanas escuras que se escondem entre os trilhos. em Paris, o máximo que se vê são uns camundongos clarinhos, hehe. e depois o povo ainda tem a cara de pau de dizer que o metrô parisiense é sujo, oh my god!!! tá-tá, uma coisa é verdade, pelo menos em Manhattan a chance de se encontrar com fedidos é baixa, merci mon dieu!

Monday

leave me alone, it's Monday!




















mau humor se combate com mau humor: "House", da Fox, com o impagável Hugh Laurie (inglês, claro!) é o melhor pra arejar deste insuportável mundinho politicamente correto. porque ninguém consegue fingir ser bonzinho 24 horas por dia, só os norte-americanos... depois eles morrem de câncer, mas isso é problema deles.

The Dakota


Manhattan tem prédios lindos espalhados pela ilha. aqui mesmo em Chelsea eu não canso de admirá-los, tanto os residenciais quanto os comerciais que ora me remetem à Londres, ora à Paris, Berlim e mesmo São Paulo. e o Dakota (1 W 72nd Street), por todo o seu histórico, é um dos mais emblemáticos do mundo: Roman Polanski o tornou célebre em "O Bebê de Rosemary", mas John Lennon o eternizou quando tombou em sua entrada, em 1980. o Strawberry Fields, memorial dedicado à estrela dos Beatles, fica exatamente em frente ao Dakota, é só atravessar a Central Park West. geralmente fica um povo meio deprê por ali, eu não vejo muita graça. mais animado é o povo que visita o túmulo do Jim Morrison, no Père Lachaise, que tira foto abraçado na lápide ou com cerveja na mão, HAHAHAHAHA! John Lennon deve achar um saco esse povo todo choramingando e com o nariz escorrendo, eu acho.

conta a lenda que quando o edifício foi construído (1880-84) o Upper West Side era um nada e os nova-iorquinos o consideravam uma área tão remota quanto o território de Dakota, que na época nem era estado, nem havia sido dividido em Dakota do Sul e do Norte e nem tinha a sua grande atração, o Monte Rushmore. tinha um louco ou outro que se aventurava ir pra Dakota e diz que os nova-iorquinos faziam piada com isso e o nome que quer dizer "amigo" na língua dos índios Sioux, acabou pegando.

pra morar lá o seu nome precisa ser aprovado pelos moradores que não quiseram, por exemplo, Gene Simmons, também conhecido como Chaim Witz na comunidade judaica. no lugar dele eu os processaria por discriminação, acho que seria o mínimo! se bem que na época em que ele foi recusado, final dos anos 70, a moda do politicamente correto não era hype ainda, então vai saber se não seria dinheiro gasto à toa, mesmo porque o baixista do Kiss gostava de cuspir sangue na platéia... Lauren Bacall, Judy Garland, Judy Holliday, Boris Karloff, Rudolf Nureyev, Gilda Radner, Leonard Bernstein e Steve Guttenberg estão entre os famosos que já tiveram um apartamento no Dakota. Yoko Ono todo mundo está bocejando de saber que tem apartamento lá, então não precisa falar, hehe.

Thursday

compra moça, é pra ajudar!

este mês a Gucci abriu uma super loja na 725 Fifth Avenue e pra comemorar criou uma bolsa exclusiva que declara o seu amor por Nova York, a primeira cidade onde Guccio Gucci (adoro a imaginação dos italianos pra escolher nome!) abriu loja, em 1953. quem desembolsar entre 320 e 770 doláres pelo mimo, que vai depender do tamanho da bolsa, estará contribuindo para a associação que mantém os playgrounds do Central Park. a Gucci vai doar integralmente a renda das bolsas que vêm assinadas com o logo vintage da marca.

uma das coisas que me chamou a atenção nesta mudança Paris-NY foi a frequência das lojas de luxo. a Gucci, por exemplo, está sempre cheia, coisa que eu nunca vi em Paris... e com todas as outras marcas é assim. no final do ano então, estas lojas estavam intransitáveis em Nova York, mas na Avenue Montaigne ou na Fbg St Honoré, onde se concentram as lojas mais caras do planeta, está tudo sempre vazio: um cliente ou outro bisbilhotando, alguém em frente da vitrine, vendedores se ocupando do nada... só a Louis Vuitton, na Champs Elysées, está sempre com gente transbordando. talvez o luxo ostensivo destas lojas combinado à empáfia parisiense intimide os turistas, coisa que não acontece na Fifth Avenue. sorte dos americanos que assim vendem e lucram mais!

Tuesday

acredite se quiser

é o que eu não canso de repetir: tem coisas que só a América pode proporcionar pra você!

não pense em góticos nem na Família Adams, o restaurante Suicide Bridge, no coração de Maryland, é totalmente familiar! claaaaaaro que uma Mortícia ou outra vai estar numa das mesas degustando algum prato de frutos do mar, a especialidade da casa, mas não é o grosso da frequência. aos domingos, Suicide Bridge serve o seu tradicional brunch até às 14h30 com omeletes, waffles, peixe defumado e bagles. e bacon, muiiiiiiiiiito bacon porque americano funciona à base de gordura!

se você estiver programando um passeio pelo Choptank River não deixe de passar por lá pra me contar se a lenda de que a ponte "chama" suicidas confere. em caso afirmativo eu dispenso o souvenir.

Monday

Oscar pra europeu levar pra casa

assistir ao Oscar nos States é bem diferente, pra começo não dá sono, HAHAHAHAHA! quer dizer, não dá aquele sooooooooooono como dá no Brasil porque começa às 8 da noite, mas sono sempre dá, né? qualquer premiação é chata, não tem jeito, com musical então é linha direta com Morfeu!

durante a semana o noticiário só falou do Oscar e o povo estava enlouquecido fazendo mil apostas, teve até bolão, of course, onde o Mario trabalha. eles levam a premiação super a sério, vai fazer piada com isso que eles já fecham a cara, ô gente sem humor! e eu adoro as perguntas do red carpet, que aliás é o sonho de consumo de qualquer americano, eles venderiam a alma pra estar ali cegando com mil flashes e respondendo as mesmas perguntas idiotas de sempre. mas não é o que todo mundo fez pra estar ali, vender a alma? Hollywood é a filial glamour from Hell. viram que até a Diablo-ex-stripper-Cody ganhou, né? mas eu adorei o roteiro dela, "Juno", com soluções bem anti-sistema que é do que o nosso mundinho hipócrita precisa. e falaram mal do vestido de onça da Diablo, eu não concordo, alguém era páreo pra mulher do Daniel Day-Lewis? D-U-V-I-D-O!!!

mas as perguntas... "de quem é o seu vestido?" "como vai o casamento com o seu ÚLTIMO marido?" (tem que avisar que é o último pra não dar problema) "e a sua A-T-U-A-L namorada, como vai?" (sempre rola uma confusão de nomes, é hilário!). daí que o Casey Affleck gritou o nome da mulher e a puxou pelo braço e falou pra jornalista: "esta é a Summer", mas a Summer nem olhou pra câmera e virou a cara, meio que fechou o tempo, HAHAHAHAHAHA! e o Casey ficou lá, com a mesma cara de bobo do personagem dele em "Jesse James". aliás, Summer Phoenix é irmã de Joaquin e do falecido e ótimo River. falando nisso, achei correto o pot-pourri dos falecidos do último ano, nenhuma comiseração, só a vinheta-homenagem que finalizou com Heath Ledger. o que não foi correto foi aquele momento Bagdá com os soldados americanos apresentando, JUSTAMENTE, o prêmio de melhor documentário!

também adorei que só europeus levaram os prêmios de interpretação (Daniel Day-Lewis, Javier Barden, Tilda Swinton e Marion Cotillard, irreconhecível no papel de Edith Piaf), e que Nando Reis e Visconde de Sabugosa (a.k.a. Ethan e Joel Coen) subiram várias vezes ao palco e ainda levaram melhor filme. quando não tinha mais quem agradecer e Joel contou que ele e o irmão começaram a fazer filmes com 11 anos foi sublime, da série "acreditar nos seus sonhos vale a pena!". aliás, frase bastante repetida nesta 80ª edição. no fim a gente vive torcendo o nariz pro Oscar, mas quem ganha enlouquece, então deve ser muito bom vender a alma!

Thursday

why Bert? why?



















foi falta de imaginação ou, como dizem sarcasticamente os franceses, Bert Stern entrou na fase de "açucarar os morangos" ("sucrer les fraises")? definitivamente não entendi o motivo de refazer a celebrada sessão de fotos de Marilyn Monroe com Lindsay Lohan. apesar de bonitinha e peituda, Lilo não tem o mesmo glamour, brilho e sensualidade de Marilyn que arrasou neste ensaio em que deixou fotografar até a sua cicatriz, coisa proibida pelo estúdio. enfim, conhecem aquele ditado: "pra quem gosta, bacalhau basta" ? eu acho isso.

happy Valentine's Day!

tá uma histeria coletiva nos States, é Valentine's Day! tudo segue sem novidades: enquanto Snoopy tem a sua caixinha de correio atolada de cartinhas apaixonadas, Charlie Brown mais uma vez foi esquecido pela garotinha ruiva, c'est la vie!

comecemos pelo início de tudo: na Roma antiga, em todo dia 15 de fevereiro, era celebrado o Faunus Lupercus, dia da fecundidade, dos pastores e dos rebanhos. este ritual de purificação, organizado no final do calendário romano (pra eles o ano começava em 1º de março), tinha 3 etapas: primeiro os sacerdotes sacrificavam um bode dentro da gruta de Lupercal, aos pés do Monte Palatino, onde a loba teria amamentado Rômulo e Remo. então eles cobriam com o sangue deste sacrifício o corpo dos jovens de famílias nobres num cerimonial que simbolizava a purificação dos pastores. depois era dada a largada para a corrida dos "luperques", em que os sacerdotes e os jovens cobertos com a pele de bichos corriam pelas ruas da cidade encostando os pedaços da carne dos animais sacrificados nos passantes. as mulheres, em particular, se matavam para conseguir um lugar no meio do trajeto e serem tocadas pela carne, na esperança de ter uma gravidez tranquila e um parto sem dor (ah tá!). a parte picante vinha depois disso: as celebrações terminavam com um grande banquete, em que os homens tiravam a sorte para saber com quem eles passariam a noite transando até não aguentar mais. o que começava como "putaria" geralmente pulava pra namoro e até terminava em casamento. os romanos pagãos não eram nem um pouco obrigados!

no entanto, claaaaaaaro, a Igreja não achava isso bom, libertinagem só podia na sacristia e desde que ninguém ficasse sabendo, hehe. então, no fim do século V, o papa Gelasio enviou a "carta contra os Lupercales" ao senador Andrômaco, que sempre que a agenda permitia dava um pulinho na já tradicional festança. na carta, o papa criticava o comportamento imoral das pessoas que participavam da festa, ridicularizava as superstições dos pagãos que honravam os demônios para afastar a má sorte e enfatizava que a festa não tinha impedido as epidemias de 20 anos antes. papo vai, papo vem, no final não rolou proibição nenhuma, mas o macaco velho Gelasio e seus assessores simplesmente inventaram uma festa de arromba para o dia de São Valentim, em 14 de fevereiro, com celebrities e shows internacionais para diminuir o brilho da Faunus Lupercus, que sem paparazzis e cobertura da imprensa foi perdendo força.

o primeiro São Valentim citado na lista dos santos mártires com a data de 14 de fevereiro era um padre romano do século III. viveu sob o reinado de Claudio II, o Gótico, imperador pagão que durante o seu curto reinado (268-270) promoveu sangrentas campanhas militares. para conseguir muitos e muitos homens para o seu exército ele teve uma idéia incrível: proibiu o casamento! a lei não caiu no gosto popular e os jovens continuavam casando, escondidos porque era ainda mais gostoso. e quem dava a bênção a estes foras-da-lei? um fiel escudeiro católico: padre Valentim!

rapidamente desmascarado e colocado atrás das grades pela guarda do implacável Gótico, Valentim conheceu na prisão de Morcegóvia a dark e cega Augustina, a.k.a. filha do carcereiro. diz a lenda que Valentim conseguiu devolver a visão à Augustina que a partir deste milagre abandonou as roupas pretas e começou a se dedicar ao padre. então levava comidinhas, lavava a batina, pedia pra exorcizar demônios e coisinhas do gênero, só pra Valentim mostrar mais luz... agradecido pelo carinho de Augustina, que tornara os seus últimos dias mais doces, Valentim lhe envia uma afetuosa mensagem antes de ser goticamente torturado e executado. finaliza a carta assinando com sangue "Teu Valentim".

Tuesday

voilà la crepe made in USA

hoje nevou o dia inteiro, parecia chuva de isopor de tão mirradinhos os flocos, mas no final do dia o tapete de neve era fofo, o pé afundava nas calçadas e a gente sentia o gelo fino no rosto. antes disso só tinha nevado no final de dezembro, é o inverno mais estranho das últimas décadas, nunca nevou tão pouco em Nova York. mas daí que eu resolvi que queria comer crepe e fomos comprar o Crêpe Mix da Willians-Sonoma que é do lado de casa. eu ainda não confio muito na qualidade dos produtos alimentícios americanos, afinal na França se come muitíssimo bem, a qualidade é impecável e aqui não é lá essas coisas, se paga caro por um produto médio, mesmo porque o povo daqui não é interessado, um pacote de cheetos basta! então torci ainda mais o nariz quando li na embalagem que a crepe faria você se sentir em Paris.... a moça da loja também garantiu que o preparado era simplesmente fantástico, mas ela é paga pra isso, né? depois de fazer algumas esculturas de gelo com o pé, voltamos pra casa e eu fui correndo preparar as crepes. e não é que contrariando toda a minha petulância era tudo verdade? pra ser sincera Crêpe Mix é ainda melhor que as crepes de rua parisienses, juro! então a gente botou na TV5 pra fazer de conta que estava em Paris, mas tivemos que nos contentar com um programa do Québec e ficamos sem entender rien daquele francês esdrúxulo, hehe. aliás, quem fala québécois? a Celine Dion e olha lá como ela canta! HAHAHAHAHAHA!

Saturday

ardência no regaço

tem certas coisas que você só repara quando está longe da sua língua-mãe. você começa a achar várias palavras e expressões engraçadas ou estranhas, coisa que você dificilmente faria se não saísse do Brasil. o foco de atenção muda completamente. eu, por exemplo, já tive acesso de risos com a palavra "fogão". pra mim não faz sentido "fogo" no aumentativo ser o lugar em que cozinhamos. um amigo de Londres caiu na gargalhada quando percebeu que coquetel ou "cocktail", nada mais era que o velho e conhecido rabo de galo. aliás, o cocktail em si é filho da Lei Seca americana (1920-33), quando os bares tinham que quebrar a cabeça pra driblar Eliot Ness e outros agentes federais, então misturavam vários tipos de bebidas alcóolicas com suco, leite, mel, etc. pergunta: Al Capone e a máfia italiana teriam sido os verdadeiros criadores do cocktail? mystèèèèèèère!

daí que dia desses eu chorei de rir, me contorci e até perdi o ar. estava vendo um site sobre produtos brasileiros vendidos nos States quando dei de cara com o molho de pimenta "Ardência no Regaço". o molho parece ser famoso e super recomendado, dizem que é uma loucura pra quem gosta de sabor picante máximo. eu não conhecia e fiquei imaginando mil possibilidades pra chegarem num nome tão explícito, que já foi de folhetim e filme pornô gay. e que nenhum gringo venha me pedir pra explicar o significado de "ardência no regaço", PELAMORDEDEUS, HAHAHAHAHA!